A questão do livre-arbítrio na Antropologia Teológica toca a própria essência do hilemorfismo do caráter e a tensão entre a contingência da escolha humana e a soberania do decreto preexistente. O homem não é apenas um ser biológico, mas uma criatura posicionada em um eixo de convergência: dotada de racionalidade, mas operando dentro de uma singularidade natural que impõe limites à sua própria razão. 1. O Fragmento Lógico da Liberdade Humana Quando analisamos a história do pensamento e as leis que regem a agência humana através do entendimento comum e científico — o que definimos como Fragmento lógico abstrato —, o livre-arbítrio é frequentemente debatido entre o determinismo biológico/físico e a autonomia da vontade. Na Antropologia Teológica Clássica, a liberdade humana é compreendida sob a ótica da Imago Dei (Imagem de Deus). A capacidade de escolha é o reflexo racional da soberania divina na criatura. Contudo, essa capacidade encontra o seu limite na razão humana , que sofre ...